Que os Andrades se tornem Drummonds, ou Dumonts
E que nossos Verrissimos sejam verídicos
Ao passo de Nascimentos Miltonianos
Que Gilbertarão
Seus Tons e Tins
Mas sem parar de Buarquear
Não importa se com Chicos ou Aurélios
Se com Machados ou Rosas
Desde que Papais Noéis Rosas
Presentes com suas Cartolas
E Ouros Pretos e Jotas
Sendo Russos ou Agenores
Robertos ou Erasmos
Ou Ramos ou Ramalhos
Ou Paulos Sérgios Reis
Que guardam os reinos Velosos
Os Autrans, os Limas e os Gonçalves
Contando, claro, os Cardosos
As Meireles, as Lispectores
E os Moraes, que
Reginem-se
Mas que os médicos não virem
Médicis
E que se construam Castelos
Não Brancos
Mas apenas um Toquinho
Um Belchior
De Matogrosso
Sendo Titãs
Ou Paralamas
Ou Djavans,
Arantes e Amados
E Chacrinhas
Com seus Lampiões e
Tiradentes
E Mazzaropis
Com Lobatos e Freires
Zumbis ou Seixas
Gonzagas e seus filhos
Mendes e Cruzes e Arns
E Anysios
Com as mãos, os barcos e os leões de Camões e suas Pessoas.
Por Por Humberto IV

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